Kenjutsu

No Kenjutsu, ser competente é lutar contra uma posição tática imprevisível.

Kenjutsu significa, em seu termo literal, “arte da espada” ou “técnica da espada”. O nome se deu à pratica onde a espada era a arma principal da classe militar mais respeitada da época: os Samurais. Não apenas uma arma, a espada daqueles que as empunhavam, era também um símbolo de honra e bravura, dependendo da procedência e manufatura da mesma.

As escolas de Kenjutsu eram como academias de treinamento para oficiais militares e membros da nobreza. Era lá que os Samurais, os grandes guerreiros da época, mandavam suas gerações mais jovens para serem treinadas para combate e comando de infantaria. Esses discípulos eram ensinados a manejar as principais armas da época (como a katana, a naginata e o kyu – ou arco e flecha) em combates pessoais, assim como em batalhas de companhias e de tropas militares. Os aprendizes eram também educados nos rituais de conduta e etiqueta que serviam para inúmeros propósitos, como a segurança de seus respectivos senhores ou a execução correta das funções do Samurai entre os membros nobres da alta sociedade.

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Esses costumes de conduta e técnicas marciais foram mantidos ao longo do tempo e passados, sucessivamente, para as gerações seguintes. Hoje, após muitos séculos, essas artes e costumes ainda são lembrados, e não só entre os orientais, mas no mundo inteiro.

Do Kenjutsu originou-se o Kendo, que significa “caminho da espada”. Provendo-se de recursos como armaduras e espadas de bambu, o Kendo permite que as técnicas ensinadas na época dos Samurais sejam ainda praticadas, porém, com uma considerável limitação quanto aos estilos e técnicas exploradas mais profundamente no Kenjutsu. O Kendo foi, porém, uma forma de preservar o caminho da espada durante a “ocidentalização” do Japão, período em que andar pelas ruas com uma espada era crime.

Niten Ichi Ryu

Niten Ichi Ryu no Pavilhão Japonês no Dia do Samurai (24 de Abril)

Muitas outras artes marciais japonesas ficaram posteriormente conhecidas entre os ocidentais, como o Jiu Jitsu e o Karate, que significa “mãos vazias“. Acredita-se que esta luta apareceu inicialmente em Okinawa, entre comerciantes, justamente no período em que andar armado já não era mais permitido.
Essas artes japonesas são tradições históricas e ainda seguem alguns conceitos básicos de conduta, conservados desde os seus tempos primórdios, como por exemplo, a associação praticamente familiar entre o mestre, o aluno e a arte marcial em vigor.

Todas as artes marciais japonesas, porém, não estão adequadas a um princípio bélico. A base de todas essas técnicas é o Bushido – o caminho do guerreiro. Um código de conduta e um modo de vida para os samurais, que fornecia parâmetros para esse guerreiro viver com dignidade e morrer com honra.

No Brasil e na América do Sul, o Kenjutsu tem sua representação pela Confederação Brasileira de Kobudo (CBKO) e o Instituto Niten, onde se encontram escolas antigas como o Hyoho Niten Ichi Ryu Kenjutsu do samurai Miyamoto Musashi (http://nitenichiryu.jp); o Suio Ryu do mangá Lobo Solitário; o estilo mais antigo de todos, o Tenshin Shoden Katori Shinto Ryu Kenjutsu (http://katorishintoryu.org.br) e o Kasumi Shinto Ryu Kenjutsu entre outros.